
HISTÓRIA
Sobre a Justine Le Lapin
Justine é a nossa lebre com rabinho de feixe de luz. ✦
Seu nome vem de uma variação francesa da palavra “justiça”, mas aqui não vamos falar de gênero nem de regra.
Justine é Justine.
A lebre aparece como símbolo de movimento, atenção e passagem. Ela percebe antes, muda de rota, atravessa. Carrega a ideia de renovação, mas não como promessa ingênua, e sim como possibilidade real, quando se está atento.
A Justine nasce desse lugar: entre o cotidiano e o natural, entre o que é concreto e o que escapa. Fauna, flora e encantamento não aparecem como ornamento, mas como linguagem. São elementos que atravessam todas as coleções e ajudam a construir esse universo delicado, estranho, lúdico e nada óbvio, onde a fantasia opera com consciência e humor sutil.
Justine não guia, não protege, não ensina.
Ela atravessa junto.
É um lembrete silencioso de que ainda existe comunicação com o que é sensível, não como fragilidade, mas como percepção viva, mesmo em meio à correria, ao excesso e ao ruído.
A viagem continua.
E quem escolhe atravessar, atravessa junto.

QUEM FAZ?

Meu nome é Priscila Tiltscher, mas prefiro ser chamada de Pri.
Não por informalidade, mas por intimidade. Criar é dividir o que tenho de mais interno, e a Justine nasce desse lugar de proximidade, não de distanciamento.
Tudo aqui é feito a duas mãos, as minhas. Da criação ao acabamento, da ideia à forma final. Cada peça carrega tempo, decisão e presença.
Criar foi a forma que encontrei de me colocar no mundo. É um processo de entrega real, onde imaginação, técnica e tempo se encontram sem separação clara. Nada aqui é automático.
O ato de criar me emociona porque é íntimo. É onde concentro repertório, inquietação, curiosidade e desejo de forma. É também onde encontro o universo de outras pessoas, quando algo que nasceu de mim passa a fazer sentido sob outro olhar, outra história.
A Justine existe nesse atravessamento. Entre o que me move e o que se transforma. Não como vitrine, mas como linguagem. Não como discurso, mas como prática.
Justine é meu alter ego.
A forma que encontrei de existir entre mundos paralelos.
O real e o fantástico.